Um rapaz alemão de 12 anos foi amarrado várias vezes a uma árvore, no quintal da casa dos seus pais de acolhimento, em Olhão, no Algarve, como forma de castigo. A seus pés, deixavam-lhe um colchão e um bacio.
A situação de violação dos direitos humanos vem descrita num relatório a que o «Jornal de Notícias» teve acesso sobre os jovens alemães que vinham para famílias de acolhimento, da mesma nacionalidade, a viver no Sul do país.
Os jovens alemães com historial delinquente eram entregues a famílias de acolhimento sem qualquer preparação para lidar com jovens em risco, que recebiam cerca de três mil euros por mês por cada menor. Para não perderem o direito ao subsídio - as famílias tinham normalmente mais do que um jovem em casa -, escusavam-se a relatar às entidades competentes os problemas que estes lhes causavam, optando por trancá-los em casa.
São neste momento cerca de 70 os jovens alemães considerados problemáticos que se encontram em Portugal para serem reeducados, segundo admitiu sexta-feira o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, assegurando que nenhum necessita de ser retirado às famílias de acolhimento.
A situação da alegada máfia das crianças alemãs foi denunciada pelo canal de televisão alemão ZDF na passada quinta-feira, referindo terem surgido casos de criminalidade e de suicídio entre eles.
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