segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pai de gémeas desaparecidas confessa que matou as filhas


"Os investigadores da polícia tomaram conhecimento na terça-feira de oito cartas enviadas pelo pai das gémeas a partir de Bari, segundo o carimbo postal, dirigidas à mulher", declarou o porta-voz da polícia do cantão Vaud, Jean-Christophe Sauterel, numa conferência de imprensa. Sete destes envelopes continham dinheiro.
"O último envelope datado de 03 de Fevereiro continha uma carta na qual o pai declara ter morto as duas filhas e estar em Cerignola onde se vai suicidar", indicou Sauterel. "Confirmo que no seu correio ele ainda disse que elas não sofreram e estão em paz", adiantou o porta-voz. "Muito provavelmente, elas estão na Córsega", adiantou.

O pai das gémeas suicidou-se a 03 de Fevereiro à noite ao atirar-se para baixo de um comboio na estação de Cerignola. Alessia e Livia Schepp, gémeas de seis anos, foram dadas como desaparecidas da sua casa em Lausana, na Suíça, a 30 de Janeiro, quando não regressaram depois de um fim-de-semana passado com o pai, Mattias Schepp.
O pai das gémeas suíças desaparecidas declarou "ter morto" as filhas numa carta datada de 03 de Fevereiro na qual anunciou também o suicídio, enviada da aldeia italiana de Cerignola, indicou hoje a polícia suíça.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Criança de 12 anos amarrada a uma árvore

Um rapaz alemão de 12 anos foi amarrado várias vezes a uma árvore, no quintal da casa dos seus pais de acolhimento, em Olhão, no Algarve, como forma de castigo. A seus pés, deixavam-lhe um colchão e um bacio.
A situação de violação dos direitos humanos vem descrita num relatório a que o «Jornal de Notícias» teve acesso sobre os jovens alemães que vinham para famílias de acolhimento, da mesma nacionalidade, a viver no Sul do país.
Os jovens alemães com historial delinquente eram entregues a famílias de acolhimento sem qualquer preparação para lidar com jovens em risco, que recebiam cerca de três mil euros por mês por cada menor. Para não perderem o direito ao subsídio - as famílias tinham normalmente mais do que um jovem em casa -, escusavam-se a relatar às entidades competentes os problemas que estes lhes causavam, optando por trancá-los em casa.
São neste momento cerca de 70 os jovens alemães considerados problemáticos que se encontram em Portugal para serem reeducados, segundo admitiu sexta-feira o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, assegurando que nenhum necessita de ser retirado às famílias de acolhimento.
A situação da alegada máfia das crianças alemãs foi denunciada pelo canal de televisão alemão ZDF na passada quinta-feira, referindo terem surgido casos de criminalidade e de suicídio entre eles.