quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pai mata filho dentro da máquina de lavar

A comunidade de Germigny-l’Evêque, em França, está em estado de choque. Um pai colocou o seu filho, de apenas três anos, dentro da máquina de lavar e ligou o aparelho com um programa de lavagem. O que seria apenas um castigo por o menino se ter portado mal acabou da pior forma: Bastien não sobreviveu.

O caso ocorreu no dia 25 de Novembro num dos subúrbios de Paris. A polícia foi chamada pelas 18h30 locais (17h30 em Lisboa) para aquilo que seria um acidente doméstico, mas quando chegou ao local deparou-se com outra realidade.
Christophe Champenois, de 33 anos, tinha decidido castigar o seu filho por este ter feito um disparate na creche, colocando-o na máquina de lavar. Foi a mãe, de 25 anos, que retirou o menino da máquina e o levou a casa de uma vizinha, dizendo que tinha caído pelas escadas. “Peguei nele e parecia uma boneca desarticulada”, disse Alice, continuando o seu relato: “Senti o seu último batimento cardíaco. Charlène não se movia, estava pretificada, não compreendia que o filho estava morto”.

Bastien terá morrido pouco tempo depois de ter sido retirado da máquina de lavar, segundo as primeiras investigações da polícia francesa. O pai já foi detido por suspeita de homicídio de um menor e a mãe por não ter ajudado o filho.



Um escândalo e uma revolta enormes para quem adora crianças e, principalmente, para qualquer ser humano...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Crianças maltratadas em Viana do Castelo

Três crianças, duas com sete anos e uma com três, foram sexta-feira retiradas aos pais em Darque, Viana do Castelo, por alegados maus-tratos físicos e negligência, informou o comandante da PSP local.
Martins Cruz disse à Lusa que o alerta foi dado pela professora da escola que as crianças mais velhas frequentam, após os "visíveis" sinais de agressões que uma delas apresentava no corpo.

"A criança terá sido agredida com um pau de salgueiro com um metro de comprimento e com tal violência que nem se podia sentar", referiu.
Acrescentou que a menor apresentava ainda "várias equimoses um pouco por todo o corpo", presumivelmente de "agressões antigas".
Os maus-tratos terão sido infligidos pelo padrasto das crianças, actualmente companheiro da mãe, disse a mesma fonte.

Segundo Martins Cruz, o casal, natural de Lordelo, na zona do Porto, vivia em Darque apenas desde finais de Agosto, pelo que este caso não estava sinalizado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Viana do Castelo.
Na sexta-feira, a PSP teve conhecimento do caso e, conjuntamente com duas técnicas da CPCP, foi à casa onde aquela família morava, tendo deparado com um cenário que poderá também apontar para negligência.

"Naquela casa, vive também um outro casal um filho, o que perfaz um total de oito pessoas. As crianças dormiam no chão", relatou o comandante da PSP.
Os três menores à responsabilidade do casal de Lordelo foram levados para o Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, onde permanecem no Serviço de Pediatria, para exames e tratamento, após o que serão entregues a uma família de acolhimento.

"Entrámos imediatamente em contacto com a Segurança Social, que já definiu qual a família que acolherá os menores", garantiu Martins Cruz.
A mãe dos menores está grávida e não trabalha, estando a receber o subsídio de sobrevivência, enquanto que o padrasto "não tem profissão nem nunca trabalhou". Ambos têm cerca de 30 anos.



IV Plano Nacional contra a violência doméstica

O IV Plano Nacional contra a Violência Doméstica (2011-2013) foi publicado em Diário da República. O futuro Plano é estruturado com base nas políticas nacionais preconizadas pelo Governo e de acordo com os contributos obtidos através de Consulta Pública. De entre as 50 medidas constantes do Plano destacam-se a promoção do envolvimento dos Municípios na prevenção e combate à violência doméstica, o desenvolvimento de acções para a promoção de novas masculinidades e novas feminilidades, a distinção e divulgação de boas práticas empresariais no combate à violência doméstica, a implementação do rastreio nacional de violência doméstica junto de mulheres grávidas, a implementação de programas de uma intervenção estruturada para agressores, o alargamento a todo o território nacional da utilização da vigilância electrónica, e a criação do mapa de risco geo-referenciado do percurso das vítimas.

O Plano prevê que sejam implementadas medidas em torno das seguintes cinco áreas estratégicas de intervenção:

i. Informar, sensibilizar e educar;

ii. Proteger as vítimas e promover a integração social;

iii. Prevenir a reincidência - intervenção com agressores;

iv. Qualificar os profissionais;

v. Investigar e monitorizar.

 
Fonte:  http://www.portugal.gov.pt/

GPS para controlo da violência doméstica

As pulseiras eletrónicas utilizadas em processos de violência doméstica vão agora incorporar o sistema GPS para controlar os movimentos dos agressores e impedi-los de se aproximarem das vítimas.
A Direção-Geral de Reinserção Social já testou o GPS e a sua utilização está certa a curto-prazo, eventualmente já nas próximas pulseiras a serem aplicadas em suspeitos ou condenados por violência doméstica.
Por ano, quarenta mulheres morrem vítimas de violência doméstica, segundo dados apresentados na sessão de sensibilização sobre Violência Doméstica, no âmbito do IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica (2011/2013).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Violência doméstica

As mulheres são vítimas de maus tratos diariamente. Ao seu lado, pode existir uma mulher que já foi vítima de violência doméstica ou na rua, e você nem sonhar que alguma vez isso possa ter-lhe acontecido.
E, como a violência é um dado adquirido, há que tomar precauções...
Toda e qualquer pessoa pode ser alvo de violência, independentemente da situação ou do contexto. Homens, mulheres e crianças, são em muitos casos, vítimas de maus tratos por esse país fora. Porém, é nas crianças e nas mulheres que os agressores mais actuam.

O tipo de violência da qual lhe falamos, pode ser a vários níveis: física, psicológica ou tomar a forma de assédio sexual. Este último tipo de violência, constitui-se por ser uma agressão moral e física, relacionada com insultos e supostas agressões físicas, podendo mesmo chegar ao acto de violação ou de morte.
O agressor ou agressores, ficam normalmente impunes, quer se trate de violência doméstica ou na rua. Ainda assim, sabe-se que a maior parte dos maus tratos físicos, ocorrem mesmo no seio do lar e com a pessoa, com quem se partilha o mesmo. Há ainda os maus tratos psicológicos, expressos através de humilhações, ameaças ou de desprezo moral.

Se dividirmos estes dois âmbitos de violência, a de rua e a do lar, existem alguns pontos sobre as mesmas, que devem ser bem retidos. Comecemos pela violência contra as mulheres na rua: sendo uma cidadã normal como tantas outras, tem o direito de andar sem que venham a importuná-la. Porém, deve ter cuidado e não frequentar locais desertos, mal iluminados ou pouco frequentados. Procure sempre levar consigo uma boa companhia, caso surja algum imprevisto.
Sempre que achar necessário, recorra à polícia ou se sentir que estão a segui-la, de carro ou a pé, dirija-se à primeira esquadra de polícia que encontrar. Cuidado ao entrar em prédios sem porteiros, e que sejam pouco frequentados. Quando andar de carro sozinha, tranque as portas e suba os vidros, ainda que deva sempre ter bem presente de que forma, se deve livrar de um agressor caso ele surja de repente: grita, bate a uma porta ou limita-se a correr.

O importante é manter a calma e demonstrar segurança, mas isso certamente é complicado principalmente, se o agressor for a pessoa com quem partilha a sua cama todos os dias e noites. Na violência doméstica, deve dirigir-se de imediato às urgências de um hospital, revelando a identidade do agressor, e apresentando posteriormente queixa. Ainda que não tenha recursos, o apoio jurídico auxilia-a no que precisar.
Se for necessário saia de casa mais os seus filhos, pois a lei protege-a se apresentar uma queixa-crime. Procure sempre a GNR, a PSP ou mesmo a Polícia Judiciária, quer se trate de violência contra as mulheres no lar ou na rua. A Constituição da República prevê o direito à integridade física e moral, da mesma maneira que o Código Penal pune os agressores que executam maus tratos físicos e psíquicos.
Não tenha receio de denunciar um caso de violência, se este for o seu próprio caso. Lute pela sua dignidade e imagem pessoal, para que os seus direitos e integridade sejam mantidos, não só enquanto Mulher mas acima de tudo, enquanto Ser Humano...



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pai de gémeas desaparecidas confessa que matou as filhas


"Os investigadores da polícia tomaram conhecimento na terça-feira de oito cartas enviadas pelo pai das gémeas a partir de Bari, segundo o carimbo postal, dirigidas à mulher", declarou o porta-voz da polícia do cantão Vaud, Jean-Christophe Sauterel, numa conferência de imprensa. Sete destes envelopes continham dinheiro.
"O último envelope datado de 03 de Fevereiro continha uma carta na qual o pai declara ter morto as duas filhas e estar em Cerignola onde se vai suicidar", indicou Sauterel. "Confirmo que no seu correio ele ainda disse que elas não sofreram e estão em paz", adiantou o porta-voz. "Muito provavelmente, elas estão na Córsega", adiantou.

O pai das gémeas suicidou-se a 03 de Fevereiro à noite ao atirar-se para baixo de um comboio na estação de Cerignola. Alessia e Livia Schepp, gémeas de seis anos, foram dadas como desaparecidas da sua casa em Lausana, na Suíça, a 30 de Janeiro, quando não regressaram depois de um fim-de-semana passado com o pai, Mattias Schepp.
O pai das gémeas suíças desaparecidas declarou "ter morto" as filhas numa carta datada de 03 de Fevereiro na qual anunciou também o suicídio, enviada da aldeia italiana de Cerignola, indicou hoje a polícia suíça.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Criança de 12 anos amarrada a uma árvore

Um rapaz alemão de 12 anos foi amarrado várias vezes a uma árvore, no quintal da casa dos seus pais de acolhimento, em Olhão, no Algarve, como forma de castigo. A seus pés, deixavam-lhe um colchão e um bacio.
A situação de violação dos direitos humanos vem descrita num relatório a que o «Jornal de Notícias» teve acesso sobre os jovens alemães que vinham para famílias de acolhimento, da mesma nacionalidade, a viver no Sul do país.
Os jovens alemães com historial delinquente eram entregues a famílias de acolhimento sem qualquer preparação para lidar com jovens em risco, que recebiam cerca de três mil euros por mês por cada menor. Para não perderem o direito ao subsídio - as famílias tinham normalmente mais do que um jovem em casa -, escusavam-se a relatar às entidades competentes os problemas que estes lhes causavam, optando por trancá-los em casa.
São neste momento cerca de 70 os jovens alemães considerados problemáticos que se encontram em Portugal para serem reeducados, segundo admitiu sexta-feira o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, assegurando que nenhum necessita de ser retirado às famílias de acolhimento.
A situação da alegada máfia das crianças alemãs foi denunciada pelo canal de televisão alemão ZDF na passada quinta-feira, referindo terem surgido casos de criminalidade e de suicídio entre eles.